terça-feira, 27 de abril de 2010

Resenhas em plena madrugada

Oi!
Faz tempo que não venho e trago presentes de longe.
humildes,
minipoemas.

A Parede Azul
"Acompanha em mim noites infindáveis
na caneta sobre o papel
do olhar pensando pro céu.
marcas de pé:
bússolas da imensidão do crescer
mar azul de idéia que atola
ilha de areia, de papel, de marola."

Retrato

"Quatro por quatro,
só mais um quadro quadrado,
molduras e persianas quebráveis
tudo que é fútil
frágil
ágil
some em meio a tantos retratros,
memórias que queria esquecer,
mas grudam comigo
e se levam pelo meu viver,
como inimigo
de você e teu saber."


A Colheita

"Quando "pensamos" demais,
fazemos profissão do outro
pelas nuvens leva-e-tras,
leve canções e um novo broto.

Semente de idéias e refuga,
germinando por páginas ainda vazias
plantas que tomam forma
sob árvores macias.

Famintos negativos à venenos
só alegria até então,
voltando, é hora de "pensar" menos.
Ou não."

E a saga continua:

"vento derruba coqueiros.
raízes pro ar,
parecem cabelos,
da mulher que sempre esperei passar,
ou mais ou menos."


"DEUS é pra mim:
amém.
amei.
E hoje, não sei."


"Minipoema é assim,
uma rima entra
com outra mais lenta
e nem falei de mim"


Diário I

"Aqui vai meu boa noite,
noturna que já se foi,
e vêm com a ressaca
moral,
isso nunca vai dar certo a não ser que...
emoção!

Paixão em mim sempre tive,
e já cai na mesmisse
queria escrever Clarice.
mas sou eu,
ateu por poemas.
Machados, Paulos, Chicos e Iracemas
aqui vamos nós."


Jabá pessoal:
@murilosaad

ou deveria ser o contrário?

Um comentário:

  1. nossa murilo nao sabia que voce escrevia tao bem.. gostei de ver!! haha beijos paula

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