quarta-feira, 7 de outubro de 2009

Mas que dia!

Hoje percebi que estou viciado.

"Vicio em poesia
não disserto o que escrevia
agora jogo:
palavras. frases, sentenças, sujeito
sem jeito
tentando fazer rima
quem sabe obra-prima

maldita poesia e verso
inverso do que queria
refletindo o que sei, ou sabia,
em excesso."


e isso, meus caros, é preguiça.

segunda-feira, 7 de setembro de 2009

Rotina me cansa e me encanta. Impressionante como tem gente que nasce com o dom de desaprender com a vida.

não é?
sl.


Poeta, poetizo, conciso.
"Deitado em meu sofá vermelho
Vejo o teto branco com luz florescente,
rodeada de mosquitos e insetos.
vivendo de luz remanescente
da guerra de idéias e pensamento,
que por aqui vos relato como esclarecimento.

De um lado a urbanista com idéias estranhas
entranhas que insistem em insistir.
Do outro a novidade, branca como a luz
que de tão clara me inibe de agir.

Um simples sorriso e um olhar,
milisegundos que custam a passar.
Olhares e gestos se encontram na eternidade,
tudo é pouco, pouco é vontade.
Como em câmera lenta, meus míopes focam em você
por bem ou por mal
realidade custa a não acontecer
mas é real.

No vazio platônico do atualmente,
meu oásis em mistério consequente
de um zumbido, o mesmo sorriso.
Largo tudo por isso?
Pensamento irracional,
sentimento incondicional.

Sei que rei da verdade não sou,
mas admiro a mente aberta e livre.
Como estes insetos, o meu pensamento maduro
cai em papel, enquanto outros perambulam
em busca de luz, no escuro.

Seu tesouro perdido, sua busca na vida.
E você aí, eu aqui, cabeça dividida
poema moderno, mentalidade aberta
nasci na idade errada ou sou errado na idade certa?"


Lendo
Nove estórias - j.d salinger
O fantasma de canterville - O. Wilde

sexta-feira, 26 de junho de 2009

Protecionismo à protestos.

Meus caros,

Estou usando twitter.

Por mais que digam, até que é uma ferramenta interessante.

Propaganda Pessoal: www.twitter.com/murilosaad

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a pergunta:

"Sabe todas:
Aquelas vezes em que você se depara com uma situação ruim,
e nada dá certo, as coisas conspiram contra você.
O seu carro bate, e você bate com suas vontades.
Seus amigos, você percebe, nem se importam tanto com você assim.
Você odeia o trabalho.
Você odeia ter de acordar e dormir e acordar e dormir...
Você conta os dias para ficar com aquela única pessoa que te faz bem.
O seu controle da TV fica sem pilha.
A torrada não só cai pro lado da manteiga mais também se espatifa no chão?"


A resposta:

compre uma lancha.

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De metrô, vou eu até uma praça qualquer alimentar-me de um falso bem estar de assistencialismo à pombas, jogando migalhas no chão.
Uso minha máscara respiratória, já que o porco está por toda a parte. É só alguém morrer que vira notícia, ou estatística, depende deles.
Se ninguém falasse nada, eu não estaria de máscara e não me sentiria mal por não "colaborar" para com a sociedade.
Nem você!
Já passou do tempo de todos aqueles que carregam consigo um registro geral se desraizar dessa merda.
Porque se faz bafafá de quem trabalha sendo que a criança vê nudez e cerveja e homens plásticos com seus cavalos e cigarros?
Mídia hipócrita, que nem de diploma precisa mais. É o mínimo indo pro saco.
"Por favor um MC H1N1!"
Os ditadores de moda, ditam.
Os ouvidores de plantão, escutam.



Não seja mais um assistencialista. Plantar uma árvore não vai te fazer uma pessoa melhor. Sério. Critique, pergunte, USE E ABUSE DE EXIGIR SEUS DIREITOS.

se mova. descontamine-se.

segunda-feira, 8 de junho de 2009

Analogias alimentícias.

Hoje falaremos sobre o café!



Seguindo passos de Bandeira:

"Então me levantei,
Bebi o café que eu mesmo preparei,
Depois me deitei novamente,
acendi um cigarro e fiquei pensando na vida e nas mulheres que amei"






Como um viciado do bom e do melhor desta infusão de fruto torrado e moído, admiro o café não só por ser uma bebida de todas as horas mais por significar tanta coisa a mais.

Certo dia, como todos, fui a padaria e pedi o de sempre.
"-Um puro, e um na chapa".

delicioso.
o café puro, com ou sem açúcar. sem adoçante. delicioso.

A melhor coisa do café, é que cada um gosta do seu. Não existe este estereótipo de bom ou mal café. Se tem algo que não suporto são esse vinólogos ou sei lá o que metidos a peritos.
-" Esta uva deriva da boa safra de 1956, graças ao vento da região sudoeste dos montes italianos.."
Poupem-nos. Sério. Ninguém liga.
Pra este eu respondo:
O café da birosca é muito melhor que o outro café que de tão caro nem café é.

Leve isso pra vida, não enfeite, seja simples, seja puro. No máximo com um na chapa. Pra acompanhar, é claro.

Bom café bom café. Me levanto, e todos os dias dirijo no piloto automático até o recinto à frente da verdadeira birosca que é o lugar onde estudo. Sempre direi que eu aprendo muito mais observando as pessoas do que um mero mortal frente uma lousa. enfim.
Ao mesmo tempo que neste (ótimo) frio o café perde sua temperatura de forma vertiginosa eu perco minha paciência.
Café de tão bom que é queima a língua de quem não toma, e ainda mancha roupa de quem não quer!




meu café.
















Isto é um copo de Coca-Cola.

domingo, 12 de abril de 2009

Antes de mais nada me deculpo pela demora dessa postagem.

Algumas passagens que acabei encontrando por aqui, em qualquer armario velho.


Marcas
"Marcas são como peixes que somem (sobem) no sentido inverso
lutando contra si mesmo
para viver e coexistir"


Adendo
"Um adendo:
Pensando em você vou escrevendo, para alguns perda para outros amor, só aqui para ir vendo. Não importa, escrevo mesmo assim, qualquer coisa para viver oque você foi para mim. Inesquecível, Vivenciável, Visível."


Abraço
"De urso, amigo, romântico. Força do abraço, cruzam-se peitos e braços. Correntes de simpatia, tão sincronizadas e redondas, quanta harmonia."


Memórias
"Seres unicelulares que mudam de dia para dia se renovando. Antigas somem, novas aparecem, mais algumas as pessoas nunca esquecem. O avô falecido, a casa velha, não queira perdê-las de vista. Não se preocupe!
Fotos vivas que nos mostram sentimentos verdadeiros de tempos SEMPRE melhores: memórias."


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"Amigo: s.m; o que quer bem; adj. favorável; partidário; aliado; afeiçoado; que tem amizade"

Sento em minha cadeira de rodinhas(aquelas que sempre enroscam na merda do tapete) deveras mofada, e ouço o mestre Ben Jor em mais uma noite estrelada por janelas acesas e aviões.
Malditas coisas que acontecem em nossa vida. Cantando a fantasia, o amor, a alegria, fé e paz o nosso destino nem sempre cumpre com suas cifras já pré-determinadas a serem seguidas, ou melhor, tocadas.
Apesar das letras animadas, e uma batida simplesmente magnifica de Ben, não consigo transmiti-las em minhas palavras nesse momento. Desculpem-me.
Chamem o síndico. Ele não está.
Maldito destino que te levou.

quinta-feira, 12 de março de 2009

Mundo regrado, mudo calado.

olá!

como já diria o poeta:
"o mundo é feito por loucos".

faça o seu.

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"
"Oque é oque é?
oque você vai (deve) ser?
Aquele cara da tv,
que sua mãe gosta de ver?"

Míope, um pouco acoado. Sabe quando você sabe de tudo que lhe ocorre, mais finge não perceber, finge não saber,não ver?

"O daltonismo do meu pensamento:
reflete em nada.
Apenas em "cores" superficiais e artificiais.
"Cores", contextos, textos e fatos que não quero ver mais."

No meu caso, sinceramente, eu prefiro não ver certas coisas que me rodeiam. Vai ver eu e você vivemos numa bolha. E daí?

"Hipocresia do jornal e do nacional
mostram problemas e te fazem mal
Oras eu não ligo. NÃO LIGUE!
Formadores de opinião dissimulados querem lhe dar lições.
Já basta pra mim, onde estão as soluções?"

Pare para pensar como o mundo é hipócrita cara."


Um memorial de inutilidades e privadas da nossa cultura. ah! que vá tudo para o ralo.


"Desci por outra escada e vi outro "Foda-se" na parede. Tentei apagar outra vez com a mão, mas esse tinha sido riscado na parede, com um canivete ou coisa parecida. Não saía de jeito nenhum. De qualque maneira, é bobagem mesmo. Mesmo que agente vivesse um milhão de anos, não conseguiria apagar nem a metada dos "Foda-se" escritos pelo mundo. É impossível."
J.D.SALINGER

segunda-feira, 9 de março de 2009

49

Aqui posto novamente,
inspirações que vem naturalmente.

Aos amigos.



"
Mesmo que sonhe,
ou até mesmo tente
é impossivel sistematizar palavras
para expressar o que se sente

Sim, agente sente e mente
por mais que eu tente (tentei)
não dá,
você foi sempre tão presente.
(É tudo tão recente)

Ensinamentos por gestos e olhares,
ações que agora eu penso, lento.
Como para quem sonha,
você agora está comigo, com tudo, com o vento.

Agora que você viajou,
quem sabe a última lagrima já se derramou
lavando a alma, que não sara
mais te traz comigo, amizade rara."


49 dias.

"Minha mão ainda dói de vez em quando, nos dias de chuva e tudo, e nunca mais consegui fechar direito a mão - assim bem apertada - mas, fora isso, não me importo muito. De qualquer jeito, sei que não vou mesmo ser um cirurgião ou um violinista, ou droga nenhuma."

segunda-feira, 2 de março de 2009

Formigas, polegares e idéias

Ta aí.

Escrito num momento de plena raiva.


"Toca o samba do meu despertador. Mais uma segunda-feira neste calor infernal, acho que dormi umas 3 horas se muito.
É impressionante, dizem que somos formigas lá do avião, mais eu acho isso balela. Fato: somos formigas em plena terra, movidos todo dia para um destino por uma força maior. Minto, as formigas fazem mais fazem pelo bem de uma sociedade, de todo um complexo de seres como si. Nós não. Apenas vivemos o dia, vamos para o trabalho, luta, faculdade (que merda), almoçamos no Mc Donalds (que merda).
Nossa que merda de rotina.
Aqui estou eu, em só mais uma aula banal, aprendendo a me aproveitar de mentes sitemáticas. Cara, foda-se o marketing. Se pudesse não compraria nada, só roupa, porque roupa não se planta. Mais não dá. O vegetarianismo é algo inatingível pra mim, infelizmente. Eu até tenho dó do boi e da vaca, mais sei lá, acho que são tão úteis quanto nós. Porque? Estão lá para um bem maior (nos alimentar) mesmo não sabendo oque este maior realmente é. Somos robôs de carne e osso regorgitadores de inutilidades e falsas vontades.
Mais eu confesso que sou covarde. Desisto nem sempre para partir para algo melhor. Não sei porque ainda estou aqui. Odeio meus colegas de trabalho, e meus chefes são do tipo mais picaretas.
Pergunta de prova: O que você vai ser quando crescer?
Foda-se, vá a merda. Bela resposta."


-Oi
-Oi
-Meu nome é Ideologia, tenho 33 anos e sou um mero conglomerado de clichês de reflexões enfiadaa a minha mente.
-...

quinta-feira, 26 de fevereiro de 2009

ComputaDOR.

Duas da manhã de uma quinta-feira cinza.

Ligo a porra do itunes(cade o rádio?).

Pequena, em letras.Palavras do amanhã de hoje.


"
O que você tem de maior valor?
Aposto que é a porra do computador.
Conectividade no espaço. Espaço privado.
Internet e rotina agora andam lado-a-lado.
Vejas bem falam da globalização que vem...
Já diria o Planeta: querem nos limitar de ir mais além.
Para com essa merda, faça a ruptura. Sim para mais cultura!
Planeta diz: a minha segurança eu faço na cintura!
Fica ai no meio toda a dedicatória
da vitória, de um hipocrita, sim.
Pois me escrevo e aqui estou
em letras no que faz mal para mim.
Computador de merda."

Ao som de:
PLANETA!


no duro.

sexta-feira, 20 de fevereiro de 2009

Ambitus Ficticius (o clichê do poetiso)

O calor infernal afeta os pensamentos de uma pessoa sã...

Eis que surge a tal baboseira:

"De longe vejo o peixe-voador,
voa como pássaro, avião mostrando a cor´.
Já seu lado peixe, nada como tal.
Nada ou tudo vê as coisas sempre igual.
Ficção criativa, ficção. Porque não?

A altura cai na cachoeira.
Cai o nosso peixe, com asas da informação,
como um remédio desce a garganta.
Ficção criativa. Pois sim, pois não.

De que adianta ser peixe-voador
se com tanta informação não consegue nem voar?
O peso desigual da manipulação.
Criativa você sabe oquê, nosso peixe vai aguentar?

Rola a info, afoga o peixe na pressa,
fugindo dos inúteis, pescadores da mídia impressa.
No fim, o remédio não parece ter resolvido
a crise, a abstinência, fome ou qualquer outro conflito.

Ficção criativa, vista por ambição televisiva."





Salve. Além.


"o metrô parou/o metro aumentou/tenho medo de termômetro."

quinta-feira, 19 de fevereiro de 2009

Pratododia minhocas

Um rápido rabisco em uma rápida aula qualquer:


'O gramado esverde minha cabeça grande e minha nuca careca. Subo no balanço e chamo qualquer estranho para me ajudar. Sempre almeijei chegar na lua sabia? Quem sabe se empurrasse com mais força...
O parquinho da rua doze sempre me agradou muito. Seu criador fora um bombeiro aposentado (nossa, eu sempre quise ser bombeiro), criador este que morreu sei lá doque, sei lá quando. Sua filha é minha conhecida. Cria-a-dor da separação.
Acho que talvez, quem sabe, eu goste dessa menina (quem nunca quis estar apaixonado), ou não. Acho que nosso casamento da casa da árvore já está desgastado. Quem sabe não é a falta de sexo? (Sempre ouço isso na TV). Minha mãe me disse que é um tipo de torta, sei lá.
Apesar de mil pesares eu sempre gostei de caçar minhocas. É muito mais difícil que achar o Wally naqueles livros estúpidos, aliás, eu odeio livros (quanta blasfêmia!). Principalmente aqueles em que os desenhos saem da página. Livro bom é quadrinho (meu maior sonho sempre foi ser desenhista).
Voltando para as minhocas, eu sou o cara que mais come minhocas no parque depois de um amigo meu, mais não me importo, afinal o babaca fala tanta asneira que é melhor encher sua boca de minhoca, ou qualquer coisa."


Memórias do inexistente.